sexta-feira, 17 de junho de 2011
A DANÇA DA PSIQUE
A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde. A
[espaços
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombam, cedendo à ação de ignotos pesos!
É então que a vaga dos instintos presos
- Mãe de esterilidades e cansaços -
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.
Subitamente a cerebral coréia
Pára. O cosmos sintético da Idéia
Surge. Emoções extraordinárias sinto...
Arranco do meu crânio as nebulosas.
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!
terça-feira, 14 de junho de 2011
UM ANJO
A energia
gera energia.
Sua alma penetra
a minha.
Seu corpo
fala
acarecia.
Seu sangue
é minha vida
sua vida são sementes
gerando
flores
fruto
Alimentando
os desesperados
os angustiados.
Você transcende
o tempo
o espaço
e o calor de sua alma
ampara
os sofrimentos
dos homens.
Você faz
com que tudo seja
mais bonito
mais alegre
mais criativo.
És um ANJO
És um HOMEM.
gera energia.
Sua alma penetra
a minha.
Seu corpo
fala
acarecia.
Seu sangue
é minha vida
sua vida são sementes
gerando
flores
fruto
Alimentando
os desesperados
os angustiados.
Você transcende
o tempo
o espaço
e o calor de sua alma
ampara
os sofrimentos
dos homens.
Você faz
com que tudo seja
mais bonito
mais alegre
mais criativo.
És um ANJO
És um HOMEM.
:: Val L. Paitach ::
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 10 de junho de 2011
MUDANÇA
Onde estão os fantasmas
os gritos lancinantes....
Estranho mundo...
Volto a pintar-te
como em criança.
Estou rasgando a placenta
e o sangue não me assusta.
Visto-me de branco
procuro o arco-ires
para dançar.
Não quero muletas
quero andar,
correr
/e/
Sozinha encontrar
o Altar.
os gritos lancinantes....
Estranho mundo...
Volto a pintar-te
como em criança.
Estou rasgando a placenta
e o sangue não me assusta.
Visto-me de branco
procuro o arco-ires
para dançar.
Não quero muletas
quero andar,
correr
/e/
Sozinha encontrar
o Altar.
:: Val L. Paitach ::
TRISTEZA
Passou por mim
/e/
fui cavar a terra.
Com a enxada
cansada
não pude arrancar
as raizes que me
devoram
fazendo-me chorar.
Correndo pelos bosques
procurando ajuda
vieram as tuas
mãos
para desvencilhar os cipós
que me acorrentam os pés.
A volta da dor
novamente seca...
seca, quebradiça...
O longo corredor
sem sonhos
aterrador...
seca
folha levada...
sem vontade de nada,
plantada em terra árida...
O corredor mais comprido...
:: Val L. Paitach ::
/e/
fui cavar a terra.
Com a enxada
cansada
não pude arrancar
as raizes que me
devoram
fazendo-me chorar.
Correndo pelos bosques
procurando ajuda
vieram as tuas
mãos
para desvencilhar os cipós
que me acorrentam os pés.
A volta da dor
novamente seca...
seca, quebradiça...
O longo corredor
sem sonhos
aterrador...
seca
folha levada...
sem vontade de nada,
plantada em terra árida...
O corredor mais comprido...
:: Val L. Paitach ::
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