Diga-me?...
Como é este
mundo?
As pessoas, como são?
O que pensam?
Sentem....
Desejam...
Onde elas estão?...
Não encontro ninguém,
em meu caminho...
em meu coração...
somente
CONCHAS!!!!
:: Val L. Paitach ::
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
JULIANA
- Estranha sensação...
- Medo...
- angustia...
- Já sinto a verdade
Você
já se impõe
reclamas...
me chamas...
eu te sinto.
Quero me enganar...
mas,
me chamas...
reclamas......
"estou aqui"
Penso, será?
é cedo!!!!
Ainda não é hora...
O tempo passa...
tenho medo...
Derepente,
uma força se apodera
de mim
e o meu coração grita
sentindo o teu...
"eu já te amo"
venhas!!!
Enchi-me de paz
de luz
de alegria...
Nesse momento
nossos corações
sentiam a mesma vibração
AMOR
Te esperei
ansiosa,maravilhada,
espera necessária para
nossa comunhão.
Nasceste,
como já te amava!!!
meu coração abriu-se
e fizeste ali sua morada.
Quando tomei-te
em meus braços
a sala encheu-se de
luzes e cantigos,
não
houve choro,
houve risos....
Alegria incrível...
"mais um anjo me foi confiado"
de seu coração
de sua alma
só vejo alegria...
doçura.
Eu te amo
doce e querida menina,
eu te amo.
Cresças feliz,
pois és um pedaço do céu
que deslumbras toda
minha vida.
:: Val L. Paitach ::
:: Val L. Paitach ::
terça-feira, 24 de maio de 2011
CONHECER
Quero estar só
só, mesmo para
sentir a eternidade.
Quero tudo
pouco
não aceito.
Quero entender
oque há no fundo
no fundo dos seus olhos.
Quero penetrar
dentro de você
em sua alma
em seu corpo
sangue
amar
sorrir
encontrar....
sem ter medo
da entrega
da busca
do conhecer
Quero a Eternidade
para nós dois.
:: Val L. Paitach ::
só, mesmo para
sentir a eternidade.
Quero tudo
pouco
não aceito.
Quero entender
oque há no fundo
no fundo dos seus olhos.
Quero penetrar
dentro de você
em sua alma
em seu corpo
sangue
amar
sorrir
encontrar....
sem ter medo
da entrega
da busca
do conhecer
Quero a Eternidade
para nós dois.
:: Val L. Paitach ::
domingo, 22 de maio de 2011
AOS MEUS CINCO ANOS
Veja!
Olhe lá...no monte alto
naquela verde mata
uma saracura
bebe água...
Chove...
e o dia é cinzento
mas,
aquele pássaro
tão distante...
que meus olhos não viam....
bebia água...
Derepente...
eu o vi!!!!
era muito lindo!!!
meus cinco anos
criaram-no
/e/
eu o vi.
Ele era todo colorido
e o verde da mata
enchiam minha alma
de alegria
de doçura.
Olhe!!!
Veja..
a saracura está
bebendo água...
apontava meu irmão Basílio.
:: Val L. Paitach ::
Olhe lá...no monte alto
naquela verde mata
uma saracura
bebe água...
Chove...
e o dia é cinzento
mas,
aquele pássaro
tão distante...
que meus olhos não viam....
bebia água...
Derepente...
eu o vi!!!!
era muito lindo!!!
meus cinco anos
criaram-no
/e/
eu o vi.
Ele era todo colorido
e o verde da mata
enchiam minha alma
de alegria
de doçura.
Olhe!!!
Veja..
a saracura está
bebendo água...
apontava meu irmão Basílio.
:: Val L. Paitach ::
Clarice por Clarice 10
“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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