O MUNDO
É UMA BOLA
QUADRADA
QUE GIRA
PARADA
E EU NÃO
CONSIGO SAIR
DO LUGAR...
:: Val L. Paitach ::
(1965)
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
(1964) PARTIDA
Partas...dizes:
Queres que eu me vá.
Não quero partir...sair..
quero estar aqui...
neste lugar.
mas
sou demais,demais...
PARTAS....
sempre me dizias.
Verás
a côr da fome,
da vida
da dor.
mas,
eu te quero
quero o teu amor...
apenas
diga-me uma vez
"eu te amo"
Uma só vez, e,
eu não irei.
Com um machado rompes
minha cabeça....
Sinto o teu ódio...
Por que????
se foi de teu ventre
que recebi a TERRA?
Diga-me,ao menos uma vez...
"minha filha, querida"
Não me machuques mais,pois,
"eu quero amar-te"
Ensina-me
como isto se faz.
Diga-me
que a Vida
é ser forte,
é vencer....
Diga-me
que os Homens
são bons.
são bons...
Não quero os teus monstros.
Quero a tua Luz.
Conheço as tuas dores,
tomo-as para mim...
Quero tomar-te
em meus braços
ser "tua mãe"
porém, não entendes.
VAI....
MORRA A TUA VIDA...AQUI.
PARTI...
sem rumo
quebrada
com a alma gelada
apenas um corpo vázio
dividida ao meio
a procura de outra terra..
. Parti...e ... nessa estrada
fiquei mais só, mais
perdida, pedindo socorro!!!!
"Alguem" me deu a mão
segure-a fortemente,
como um naúfrago em alto mar...
desesperadamente acreditei...
essa mão acabou por me esmagar.
Essa mão falsa
queria o meu corpo
(já sem alma)
machuco-o
matou o que aínda me restava.
Queria apresionar
o que não lhe pertencia.
Queria mais destruição
Queria mais morte...
matar a carne
da qual me formei, apesar,
de já não ser mais minha.
Consegui fugir,
sem "vida"cheguei,
homens, mulheres, crianças,
e
cimento frio encontrei,
Os risos tinham-se apagado.
Envelheci
morta
viva me tornei.
Apenas piedade
piedade....piedade...
Isso eu não queria...
queria fortaleza
precisava de fortaleza...
Mas como?
Se eu estava destruida....
ALQUÉM OLHA
PARA O NADA?
Eu éra o NADA....
Dentro deste NADA
"ALGO LUTAVA"
para se UNIR.
Como faze-lo,
dentro de tanto cimento e cal?...
Foram os olhos de
uma menina
criança aínda,
que devolveram
a menina que fora cortada pelo
machado" da minha vida machucada.
Com ela aprendi
a sorrir devagar
Com ela comecei a engatinhar
Era uma menina
pura e doce
Era o AMOR.
Uma força que
gritava dentro de mim
"corte as amarras"
Olhe o céu!
As estrelas!
As flores!
Os animais!!!
Feche os olhos, durmas...
Um dia despertaras
como SER HUMANO.
A vida e a morte
lutavam incançavelmente,
sentia-me
fogo
sentia-me
gelo.
Andei,
trabalhei,
lutei....
Hoje já posso sorrir....
amar....
mas,
ainda é muito longo o meu caminho.
Porém,
agora será mais fácil
tenho rosas que estou cultivando
para que perfumem... o mundo e
unam o que foi desunido.
:: Val L. Paitach ::
Queres que eu me vá.
Não quero partir...sair..
quero estar aqui...
neste lugar.
mas
sou demais,demais...
PARTAS....
sempre me dizias.
Verás
a côr da fome,
da vida
da dor.
mas,
eu te quero
quero o teu amor...
apenas
diga-me uma vez
"eu te amo"
Uma só vez, e,
eu não irei.
Com um machado rompes
minha cabeça....
Sinto o teu ódio...
Por que????
se foi de teu ventre
que recebi a TERRA?
Diga-me,ao menos uma vez...
"minha filha, querida"
Não me machuques mais,pois,
"eu quero amar-te"
Ensina-me
como isto se faz.
Diga-me
que a Vida
é ser forte,
é vencer....
Diga-me
que os Homens
são bons.
são bons...
Não quero os teus monstros.
Quero a tua Luz.
Conheço as tuas dores,
tomo-as para mim...
Quero tomar-te
em meus braços
ser "tua mãe"
porém, não entendes.
VAI....
MORRA A TUA VIDA...AQUI.
PARTI...
sem rumo
quebrada
com a alma gelada
apenas um corpo vázio
dividida ao meio
a procura de outra terra..
. Parti...e ... nessa estrada
fiquei mais só, mais
perdida, pedindo socorro!!!!
"Alguem" me deu a mão
segure-a fortemente,
como um naúfrago em alto mar...
desesperadamente acreditei...
essa mão acabou por me esmagar.
Essa mão falsa
queria o meu corpo
(já sem alma)
machuco-o
matou o que aínda me restava.
Queria apresionar
o que não lhe pertencia.
Queria mais destruição
Queria mais morte...
matar a carne
da qual me formei, apesar,
de já não ser mais minha.
Consegui fugir,
sem "vida"cheguei,
homens, mulheres, crianças,
e
cimento frio encontrei,
Os risos tinham-se apagado.
Envelheci
morta
viva me tornei.
Apenas piedade
piedade....piedade...
Isso eu não queria...
queria fortaleza
precisava de fortaleza...
Mas como?
Se eu estava destruida....
ALQUÉM OLHA
PARA O NADA?
Eu éra o NADA....
Dentro deste NADA
"ALGO LUTAVA"
para se UNIR.
Como faze-lo,
dentro de tanto cimento e cal?...
Foram os olhos de
uma menina
criança aínda,
que devolveram
a menina que fora cortada pelo
machado" da minha vida machucada.
Com ela aprendi
a sorrir devagar
Com ela comecei a engatinhar
Era uma menina
pura e doce
Era o AMOR.
Uma força que
gritava dentro de mim
"corte as amarras"
Olhe o céu!
As estrelas!
As flores!
Os animais!!!
Feche os olhos, durmas...
Um dia despertaras
como SER HUMANO.
A vida e a morte
lutavam incançavelmente,
sentia-me
fogo
sentia-me
gelo.
Andei,
trabalhei,
lutei....
Hoje já posso sorrir....
amar....
mas,
ainda é muito longo o meu caminho.
Porém,
agora será mais fácil
tenho rosas que estou cultivando
para que perfumem... o mundo e
unam o que foi desunido.
:: Val L. Paitach ::
AZUL
Alegria,
árvores floridas...
cantar dos pássaros.
Leves passos...
mãos carinhosas.
Encontro de folhas
perdidas ao vento.
O riso espontâneo
da criança que nasceu
e o leite materno
alimentando, fertilizando,
acariciando.
Os homens
/e/
os animais.....
Todos se dirigem
ao AZUL...
:: Val L. Paitach ::
árvores floridas...
cantar dos pássaros.
Leves passos...
mãos carinhosas.
Encontro de folhas
perdidas ao vento.
O riso espontâneo
da criança que nasceu
e o leite materno
alimentando, fertilizando,
acariciando.
Os homens
/e/
os animais.....
Todos se dirigem
ao AZUL...
:: Val L. Paitach ::
quinta-feira, 19 de maio de 2011
PRIMAVERA
Um deus
me amou
de nós
nasceu o sol.
O calor me queimava
penetrando
em mim
em você.
Cores
giravam
dançavam diafanas
e
um coral de anjos
ria conosco.
Flôr criança, jovem...
botão aínda
não aberto...
tua mão
me leva
aos deuses....
nos seus beijos
encontro mel...
no teu rosto, música..
nos teus lábios
fontes inesgotáveis
de risos
alegrias
promessas...
Sonhos a realizar.
:: Val L. Paitach ::
me amou
de nós
nasceu o sol.
O calor me queimava
penetrando
em mim
em você.
Cores
giravam
dançavam diafanas
e
um coral de anjos
ria conosco.
Flôr criança, jovem...
botão aínda
não aberto...
tua mão
me leva
aos deuses....
nos seus beijos
encontro mel...
no teu rosto, música..
nos teus lábios
fontes inesgotáveis
de risos
alegrias
promessas...
Sonhos a realizar.
:: Val L. Paitach ::
MÃOS
que se entrelaçam
Abraçam feixes de pão.
Pão à boca
branca
de riso vermelho
que o dinheiro não viu...
amordaça a fome,
quebra meu coração.
Vara esticada,
plantada sem adubos
pão...
olhos impenetrantes
que nasceram
secos
sem adubos...
por favor,
pão...
pão...
:: Val L. Paitach ::
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