Nos encontramos
em uma estrela
que pressentiu
sua morte
/e/
nos trouxe
a terra.
Nosso amor
cresceu
doce como o mel,
eramos pão e vinho.
Fomos felizes
tanto...tanto tempo.
De/repente...
A união quebrou-se.
Hoje estamos nos
procurando
/e/
nos perdendo
cada vez mais.
Não rimos mais
das mesmas coisas
Não cantamos
as mesmas músicas.
Qual é o teu caminho?
Onde está o meu?
Procurei o teu amor
estavas frio
Procurei o teu amor
disses-te Não.
Também morri,mas,
como?
Parece um encanto...
nascemos da mesma
estrela.
Diga-me
onde estás?
Procura-me.../ou/
terei de achar uma
nova estrela
para morar?
:: Val L. Paitach ::
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
PROIBIDO
É doce
maravilhoso
poder sentir
saber
gerar
o amor.
É uma dor forte
que corta
os ventos
não poder
ter este direito.
Fechar-se
num quarto escuro
amordaçar a lingua
para não gritar
ao mundo
esta falta
de poder ser
livre e amar.
Pensar
que de mim
de ti
poderá nascer
o sol.
Um sol
proibido
pelos homens
pelas leis
por nós
para nós.
Amigo!
encontrei-te na
noite escura
na minha noite.
Amigo, irmão, vida
me deste a luz
Agora
mostra-me o caminho.
Quero misturar
minhas lágrimas
as tuas.
Quero crescer
Eu posso andar
sei que possa
/só/ não sei como.
Eu tenho você
e a escuridão
desaparece.
Amigo,
dê-me a sua mão
/e/ com certeza
não verei mais olhos
esbugalhados.
Não terei medo
de cair
quebrar-me.
Não terei medo
dos homens
dos monstros que criei.
Agora, mostre-me o caminho.
Há muito
nossas almas
se encontraram.
Há muito senti
o teu riso
Ajoelho-me
diante de ti
e peço a Deus
que este amor
tão puro
seja guardando
em seu seio.
:: Val L. Paitach ::
maravilhoso
poder sentir
saber
gerar
o amor.
É uma dor forte
que corta
os ventos
não poder
ter este direito.
Fechar-se
num quarto escuro
amordaçar a lingua
para não gritar
ao mundo
esta falta
de poder ser
livre e amar.
Pensar
que de mim
de ti
poderá nascer
o sol.
Um sol
proibido
pelos homens
pelas leis
por nós
para nós.
Amigo!
encontrei-te na
noite escura
na minha noite.
Amigo, irmão, vida
me deste a luz
Agora
mostra-me o caminho.
Quero misturar
minhas lágrimas
as tuas.
Quero crescer
Eu posso andar
sei que possa
/só/ não sei como.
Eu tenho você
e a escuridão
desaparece.
Amigo,
dê-me a sua mão
/e/ com certeza
não verei mais olhos
esbugalhados.
Não terei medo
de cair
quebrar-me.
Não terei medo
dos homens
dos monstros que criei.
Agora, mostre-me o caminho.
Há muito
nossas almas
se encontraram.
Há muito senti
o teu riso
Ajoelho-me
diante de ti
e peço a Deus
que este amor
tão puro
seja guardando
em seu seio.
:: Val L. Paitach ::
UM DIA DE CHUVA
/e/
cada pingo de chuva
forma uma
música
que me transporta
suavemente para um sonho.
Estou perto de um rio
que canta
as gramas sorriem
e as flores contam
estórias.
Parei
nos seus olhos
/e/
num cantinho
achei você.
Você
é todo amor
é todo alegria
é doação.
É lindo , estar assim
bem pertinho
juntinho
numa só nota musical
/e/
sonhar...
nada quebra
este encanto
nada distroe
esta unidade.
:: Val L. Paitach ::
domingo, 5 de junho de 2011
VENDAVAL
- Ó vento do norte, tão fundo e tão frio, Não achas, soprando por tanta solidão, Deserto, penhasco, coval mais vazio Que o meu coração! Indômita praia, que a raiva do oceano Faz louco lugar, caverna sem fim, Não são tão deixados do alegre e do humano Como a alma que há em mim! Mas dura planície, praia atra em fereza, Só têm a tristeza que a gente lhes vê E nisto que em mim é vácuo e tristeza É o visto o que vê. Ah, mágoa de ter consciência da vida! Tu, vento do norte, teimoso, iracundo, Que rasgas os robles - teu pulso divida Minh'alma do mundo! Ah, se, como levas as folhas e a areia, A alma que tenho pudesses levar - Fosse pr'onde fosse, pra longe da idéia De eu ter que pensar! Abismo da noite, da chuva, do vento, Mar torvo do caos que parece volver - Porque é que não entras no meu pensamento Para ele morrer? Horror de ser sempre com vida a consciência! Horror de sentir a alma sempre a pensar! Arranca-me, é vento; do chão da existência, De ser um lugar! E, pela alta noite que fazes mais escura, Pelo caos furioso que crias no mundo, Dissolve em areia esta minha amargura, Meu tédio profundo. E contra as vidraças dos que há que têm lares, Telhados daqueles que têm razão, Atira, já pária desfeito dos ares, O meu coração! Meu coração triste, meu coração ermo, Tornado a substância dispersa e negada Do vento sem forma, da noite sem termo, Do abismo e do nada!
- Fernando Pessoa, 16-2-1920.
sábado, 4 de junho de 2011
UM SONHO
um tijolo
verde
transparente.
Vem um casal
um homem
uma mulher
movendo-se
lentamente...
É meu pai...
É minha mãe...
Tento voar
para mais de
perto vê-los...
Meus pés
são chumbo.
A estrada é escura
o casal se aproxima
passam por mim
não me conhecem...
Não são meus Pais.
:: Val L. Paitach ::
verde
transparente.
Vem um casal
um homem
uma mulher
movendo-se
lentamente...
É meu pai...
É minha mãe...
Tento voar
para mais de
perto vê-los...
Meus pés
são chumbo.
A estrada é escura
o casal se aproxima
passam por mim
não me conhecem...
Não são meus Pais.
:: Val L. Paitach ::
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